quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma Aula de Antropologia do Consumo

por Carla Barros, minha orientadora

Texto Base: Teoria da Classe Ociosa, de Thorstein Veblen

A visão antropológica do consumo

Desde autores clássicos como Thorstein Veblen (1965) e Marcel Mauss (1974), que não estavam dedicados especificamente ao estudo do consumo, até autores mais contemporâneos como Mary Douglas (1979), Marshall Sahlins (1979), Pierre Bourdieu (1979), Grant McCracken (1988), Colin Campbell (1987) e Daniel Miller (1987), para citar apenas alguns dos mais importantes e citados estudiosos, o campo da Antropologia do Consumo vem se constituindo a partir da crítica às análises economicistas, utilitaristas e reducionistas do fenômeno.

A preocupação neste debate sempre foi a de mostrar o consumo como um fato social total e um grande sistema classificatório, ao mesmo tempo em que se procurava relativizar a idéia de universalidade do “homem econômico” e da própria noção de indivíduo, através da realização de diversos estudos etnográficos. Cada um dos autores que constituíram o campo da Antropologia do Consumo retirou esse fenômeno da posição de mero reflexo da produção colocando-o em um lugar central de análise, capaz de produzir um discurso sobre as relações sociais.

Abandona-se assim, uma visão utilitária do consumo, que prevalece no viés economicista, e passa a se dar a devida atenção ao significado cultural contido neste fenômeno e em suas práticas. O consumo é um fato social refratário a explicações que o reduzam ao plano individual, sendo, inversamente, sensível às interpretações que envolvem significados culturais e públicos.

Assim, o campo de estudos da Antropologia do Consumo se constituiu a partir de uma crítica às interpretações apoiadas em teorias econômicas que reduziam o fenômeno do consumo à esfera do indivíduo visto como um ser racional, que realiza a compra a partir de uma escolha em função da busca de maximização de sua utilidade. Nessa visão, o consumidor distribuiria seus gastos de modo a obter dos seus recursos (limitados) o maior retorno possível. A lógica calculista embutida no modelo economicista não abria espaço para a dimensão simbólica e social do consumo, que passou a ser defendida, inicialmente, por pioneiros como Thorstein Veblen (1965) e Marcel Mauss (1974).

Veblen (1965), Douglas (1978), Sahlins (1979) e Rocha (1985), particularmente, defenderam a idéia de se entender o consumo como um grande sistema classificatório, ou ainda, um modo privilegiado de comunicação entre os indivíduos, que pode criar “barreiras ou pontes”, nas palavras de Douglas (1978) em seu clássico trabalho, aproximando ou afastando indivíduos e grupos – enfim, criando distinções, hierarquizando, como um grande sistema totêmico, como sugeriu Rocha (1985) tomando como inspiração o trabalho de Lévi-Strauss (1970).

O texto que abriu perspectiva ao tema do consumo, marcando seu lugar como algo típico da cultura do nosso tempo foi o clássico A teoria da classe ociosa de Veblen (1965). Este livro é crucial, em primeiro lugar, por retirar o consumo da posição de simples efeito reflexo da produção e colocá-lo como fenômeno capaz de assumir um lugar destacado também como um discurso sobre as relações sociais. Veblen ultrapassou a visão utilitária do consumo, que prevalece no viés economicista, e deu a devida atenção ao significado cultural contido neste fenômeno e em suas práticas.

Veblen fez na citada obra uma contundente crítica às análises utilitaristas e instrumentalistas dos economistas, procurando mostrar de que maneira o consumo é socialmente construído. Foi, portanto, pioneiro em tirar esse fenômeno do eixo das “necessidades”, ao publicar a 1ª edição de A Teoria da Classe Ociosa no ano de 1899. Sua abordagem desloca o consumo da esfera psicológica e econômica e o joga no campo das forças sociais.
Veblen postula que o homem não é movido pela busca do ganho econômico, como queriam os economistas clássicos e neoclássicos. A análise encontrada na Teoria mostra um pensador social preocupado em identificar padrões de ação coletiva, em entender o movimento e a evolução das instituições econômicas. Sob uma forte influência das teorias evolucionistas como a de Darwin, pode-se perceber em sua obra uma linguagem coerente com este paradigma, com o uso e abuso de termos como “sobrevivência”, “adaptação seletiva” e “seleção natural”.

A tarefa intelectual de Veblen é, assim, a de identificar os hábitos de comportamento econômico coletivo surgidos durante a evolução da humanidade. Estes hábitos estariam expressando padrões de ação coletiva que evoluíam até virarem instituições econômicas. Sua análise começa com uma etnologia para entender a gênese da “classe ociosa”, localizando sua instituição na transição da “selvageria primitiva para a barbárie”, onde se encontrariam duas condições necessárias para seu aparecimento - a classe ociosa surge quando a sociedade cria a distinção entre funções “dignas” – onde preside um elemento de proeza - e funções “indignas”, que são as diárias e rotineiras (p.45).

Na verdade, atesta Veblen, o aparecimento de uma classe ociosa se dá ao mesmo tempo em que acontece o início da propriedade, já que as duas instituições seriam fruto de um mesmo conjunto de forças econômicas. Veblen aponta como um momento crucial desta “evolução cultural” quando aos poucos a atividade industrial passa a se sobrepor à atividade predatória fazendo com que a acumulação de bens tome o lugar das façanhas e proezas como um índice de “prepotência e sucesso”, e a propriedade se torna a base convencional da estima social, como prova de realização heróica ou notável.

A partir do momento que esta nova base de valores se estabelece, surge como um dos aspectos mais fundamentais neste universo a contínua comparação do indivíduo em relação à “força pecuniária” do resto da comunidade. Passa a existir uma preocupação em cada um de estar sempre acima do padrão médio da comunidade – nos termos de Veblen, cria-se uma “emulação pecuniária”, o que leva o indivíduo a querer um contínuo aumento de sua riqueza em relação aos outros, já que uma insatisfação crônica com o que se possui é estabelecida desde o início deste sistema de valores. O desejo de riqueza toma, assim, um caráter de busca infinita para se alcançar a desejada “honorabilidade pecuniária” (p.54).

Para a “classe pecuniária superior” obter consideração alheia, não basta possuir riqueza ou poder; é necessário exibir esta riqueza e poder aos olhos dos outros.

Ao mesmo tempo em que o trabalho exercido pelas classes baixas e servis é visto como algo perturbador para o alcance de uma “vida mental elevada”, coloca-se o ócio e a liberdade em relação aos processos industriais de trabalho como pré-requisitos para uma vida “digna, bela e virtuosa”. Assim, o ócio surge como um meio para se obter o respeito alheio, como um sinal de que o indivíduo alcançou determinado nível de honorabilidade pecuniária frente à comunidade (p.82).

O consumo conspícuo praticado pelo senhor, caracterizado por uma busca de excelência nos alimentos, bebidas, narcóticos, abrigo, vestimentas, divertimentos, etc., se junta a um crescente refinamento de gostos e sensibilidade, pois é preciso ter sido educado para apreciar tais objetos de consumo que vão se refinando cada vez mais. No ócio, é preciso saber consumir de forma adequada, ser um profundo connoisseur de um modo de vida especial, restrito à classe superior.

Uma das formas de enfatizar este consumo conspícuo é a ostentação da riqueza dando presentes valiosos a amigos e rivais e oferecendo festas suntuosas com o objetivo de comprovar sua maior respeitabilidade e status frente aos outros membros da comunidade. Neste momento da análise, Veblen lembra a proximidade desta atitude com o fenômeno do potlach (MAUSS, 1974), cuja prática também implica em “divertimentos custosos” (p.90).

Veblen fala, então, na criação de um “padrão de vida pecuniário” em que os gastos honorários, “conspicuamente supérfluos”, acabam sendo vistos como mais indispensáveis que muitos gastos relacionados a atividades “inferiores” básicas. Surge, assim, uma forte crítica à visão instrumentalista do homem como um ser que buscaria, antes de tudo, satisfazer suas “necessidades primárias” (p.95). Neste ponto da argumentação, ao mostrar a proeminência dos gastos supérfluos, Veblen deixa claro que o homem é, antes de tudo, um ser social cujas “necessidades” são construídas coletivamente.

Veblen prossegue observando que as atividades de consumo procurarão sempre uma alta dose de visibilidade, pois a procura é por uma opinião favorável frente à comunidade. Esta ênfase no “consumo visível” e conspícuo coloca em segundo plano o consumo relativo à vida privada dos indivíduos, constatando-se um certo “hábito de reserva” em relação aos elementos de consumo mais “obscuros” da vida privada das classes superiores, destinados ao conforto físico e à manutenção dos indivíduos. Não são assim os gastos ordinários comuns que governam os maiores esforços dos indivíduos, mas sim o “consumo ideal”, que está um pouco além do alcance, ou cujo alcance requer um certo esforço. O que está por trás deste comportamento de consumo é a competição, a necessidade eterna de comparação com os que estão na mesma classe social (p.97).

Em uma perspectiva mais abrangente, Veblen afirma que cada classe compete com a classe logo acima dela, raramente se comparando com a que fica abaixo ou muito acima. Logo conclui que, especialmente nas sociedades em que as distinções de classe sejam um tanto vagas, todos os padrões de consumo derivam, por gradações não perceptíveis, dos usos e hábitos da classe social mais elevada, que vem a ser a classe ociosa.

É, portanto, fundamental a contribuição de Veblen para o “nascimento” teórico das
discussões sobre consumo. Em primeiro lugar, por ter promovido o deslocamento da análise do nível individual, seja ele econômico ou psicológico, para o da ação social e elaboração coletiva de significados. Em seguida, Veblen processa um outro deslocamento importante ao tirar o foco de investigação da produção para o consumo, mostrando que a sociedade ocidental moderna pode e deve ser entendida a partir da ótica do consumo, pois é á que se reconhece o modo pelo qual a sociedade se classifica, se distingue e se comunica.

E por último, ao mostrar que a motivação da classe ociosa para o consumo conspícuo não é voltada para a procura do ganho máximo, como queria a visão racionalista e utilitarista dos economistas, mas sim para a exibição frente aos outros indivíduos da comunidade. Vale chamar atenção também para uma idéia importante para a pesquisa do consumo e que deriva do estudo de Veblen: trata-se da intuição do consumo como indexador simbólico. Em certo sentido, pode-se dizer que Veblen aponta para o lugar central do consumo como forma de comunicação. Daí se chega a uma possibilidade importante: o consumo como expressão de status e como fenômeno capaz de construir uma estrutura de diferenças.

O consumo é um discurso eloqüente aberto a múltiplas leituras, é mensagem em um código, permitindo aproximar e diferenciar grupos como operador de um sistema de classificação de pessoas e espaços através das coisas. Séries de produtos e serviços se articulam, pelo consumo, a séries de pessoas, grupos sociais, estilos de vida, gostos, perspectivas e desejos que nos envolvem a todos em um permanente sistema de comunicação de poder e prestígio na vida social.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Eu compro, logo sei que existo

CAMPBELL, Colin.Eu compro, logo sei que existo: as bases metafísicas do consumo moderno. In Barbosa, Lívia & Campbell, Colin (org). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
Por que para alguns o consumo está no centro de suas vidas?
Por que consumimos?




Para Campbell é muito mais que status ou uma questão de sobrevivência, é algo ligado ao “ser e saber”.

Consumo moderno possui dois aspectos cruciais:

1) Querer e desejar está no cerne do consumismo moderno – a demanda do consumidor sustenta a economia das sociedades.
2) Desenfreado e irrestrito individualismo, diferente do consumo tradicional do passado que tinha foco nas famílias, vilas e pequenos grupos sociais

- A ligação entre os dois aspectos é que simples fato de que o consumismo moderno está mais preocupado em saciar vontades do que em satisfazer desejos.

Consumismo moderno é:

— Individualista;
— Representação da emoção ( na forma de desejos);
— Firmemente enraizado no “eu” (self);
— Não é racional nem calculista;
— Longe de natureza pública.

Essas características contribuem de forma significativa para a maior parte das demais características do consumismo moderno, tais como a moda, a proliferação de produtos postos à venda e a consequente possibilidade de escolha

Ex: tem-se produtos para todos os gostos

Não significa que a identidade deriva de um produto ou serviço consumido, nem que as pessoas são aquilo que consomem.

A identidade está nas relações com os produtos e não nos produtos em si

É monitorando nossas relações a eles, observando o que gostamos e do que não gostamos, que começaremos a descobrir quem “realmente somos”

Comprar

“Fazer compras (…) é uma das maneiras de procurar por nós mesmos e por nosso lugar no mundo. Apesar de acontecer num dos lugares mais públicos, fazer compras é essencialmente um experiência íntima e pessoal. Comprar é provar, tocar, testar, considerar e pôr pra for a nossa personalidade através de diversas possibilidades, enquanto decidimos o que precisamos e desejamos. (…) O ato de comprar é um ato de auto-expressão, que nos permite descobrir quem somos” April Benson

Compro, logo existo

Sugere que a atividade de comprar não é só um meio pelo qual as pessoas descobrem quem elas são, como fornece a elas a comprovação básica de sua existência

O ideal é: Compro para descobrir quem sou

O CONSUMO NA MÍDIA

ROCHA, Everardo. Culpa e prazer: Imagens do consumo na cultura de massa. In Comunicação, Cultura e Consumo. São Paulo, vol 2 n3 p.123-138. Mar 2005.

Consumo é um fenômeno central na vida cotiiana, ocupando, constantemente nosso imaginário;
Assume lugar primordial como estruturador dos valores e práticas que regulam relações sociais, que constroem identidades e definem mapas culturais;

Para Everardo Rocha, é um tema tão complexo e plural que fez com que a academia se silenciasse por muito tempo;

Aponta 4 grandes significados para o termo CONSUMO na mídia;


1) HEDONISTA
2) MORALISTA
3) NATURALISTA
4) UTILITÁRIA

Podem aparecer sozinhas ou combinadas de diversas maneiras, e podem alternar no discurso. Assim, o consumo pode ser explicado com base em qualquer uma das quatro, ou também por alguma delas articuladas, etc.

1) VISÃO HEDONISTA

— É a mais popular, mais famosa ideologia aplicada ao consumo
— É visto pelo prisma do sistema publicitário, ter produtos e serviços é ser feliz.
— São cervejas trazendo lindas mulheres, cosméticos que transformam, roupas que deixam as mulheres poderosas, carros que falam do poder pessoal.
— Consumir qualquer coisa é uma espécie de passaporte para a eternidade, consumir é o caminho para a felicidade.

CONSUMO – PRAZER – FELICIDADE

(devido sua fragilidade ideológica recebe forte visão moralista crítica)

3) VISÃO NATURALISTA

— O consumo existe em razão da natureza, da biologia ou do espírito humano
— consumo se dá num plano infra-social (relacionado a infraestrutura) explicitado de 3 formas:
◦ Consumo natural (o fogo consome a floresta)
◦ Consumo universal (qualquer vida vai se consumir)
◦ Consumo biológico (nada vive sem consumir alguma forma de energia, como oxigênio, fogo, etc)

Nesta visão, o consumo é algo biologicamente necessário, naturalmente inscrito e universalmente experimentado. Diferente do outra visão, cultural, onde as práticas sociais são influenciadas por sistemas de classificações simbólicos.

As necessidades básicas sao inventadas, sustentadas e praticadas culturalmente.

4) VISÃO UTILITÁRIA

— Predominante nos estudos de marketing;

— Consumo como uma questão prática de interesse empresarial:

RESULTADOS DE VENDAS
— Compreensão do consumo como parte de um conhecimento sobre como vender mais;
— Compromisso com geração de lucros;
— Pesquisa de Mercado: resolvem problemas, mantem os produtos atuantes no mercado;
— Estudos do Comportamento do Consumidor são realizados pra esse fim.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Blog eleva auto-estima, mesmo sem dinheiro

Internet 28/09/2008


"O relatório Estado da Blogosfera 2008, produzido pelo Technorati com 1,2 mil blogueiros de 66 países comprovou com dados o que se intuía: que o ato de blogar faz muito bem ao coração, embora não necessariamente ao bolso.
A cena é conhecida: aquela baba elástica e bovina, bem rodrigueana, escorrendo do canto da boca na agonia e alegria de acometer mais um post.
O blogueiro mal pode esperar pela atualização do seu espaço, pelo afago em sua audiência, e pela retribuição ansiada, nos comentários, de um singelo e curto "parabéns!".
Segundo o estudo do Technorati, que é a principal biblioteca da blogosfera mundial, os blogs serviram para tornar seus autores referência em suas comunidades, sendo reconhecidos e convidados para mesas-redondas, participações em rádios e tevês e autoria de textos na imprensa tradicional.
Esse foi um fenômeno verificado com cerca dos 20% dos blogueiros.Isso quer dizer que o blog foi o veículo das habilidades e capacidade empreendedora de seu autor para o mundo. Uma maneira de se fazer visto.Satisfação pessoal. Um blogueiro é, além de um ser em agonia e euforia, um sujeito satisfeito de si: é porque a principal métrica de seu sucesso é a satisfação muito pessoal que ele sente. Seu blog é fonte de contentamento, acima de tudo.
Setenta e cinco por cento dos entrevistados entraram nessa categoria, a dos felizes. Depois vêm outras formas de avaliar o trabalho, numéricas, 58% consideram também o número de posts ou de comentários feitos e 53% levam em conta o número de visitantes únicos.
Entretanto a auto-estima não cai com a audiência, não. Mas por que estariam deprimidos, os blogueiros, se 67% deles fizeram novos amigos, gente que jamais tinham visto, por causa exatamente do blog? A atividade de editor de si mesmos, Robertos Marinhos muito particulares e generosos, levou a um envolvimento e a um aprofundamento maior com suas áreas de interesse, com resultado direto: 60% dos entrevistados experimentaram esse estímulo.
Os blogs foram também o empurrãozinho que faltava para seus autores, conectados apenas on-line com seus leitores ou parceiros de caminho, se conectassem diretamente, em pessoa. Foi o que aconteceu com praticamente metade dos ouvidos pela pesquisa. Prova de que os blogs fazem amigos, sim, até de carne e osso.
Blogar, seja por motivo pessoal ou corporativo, é ainda um ato solitário. De acordo com o Technorati, 78% dos blogueiros produzem sozinhos. Outros 13% contam com ajuda colaborativa gratuita e apenas 9% pagam equipe.
Blogueiros são trabalhadores aplicados: 21% dos ouvidos dedicam de cinco a dez horas semanais ao seu blog; 12% se atiram ao blog de dez a vinte horas por semana; e outros 12% trabalham com fúria por mais de vinte horas per week.
Estão falando da sua marca
O Estado da Blogosfera 2008 também mandou um recado muito claro a todas as marcas do mundo, estejam elas preocupadas e presentes ou não na blogosfera e nas redes sociais virtuais: mais de 80% dos blogueiros estão falando de produtos e serviços em seus blogs, expressando suas opiniões (negativas ou positivas) sobre eles. Trinta e sete por cento dos entrevistados revelaram que são comentadores freqüentes de marcas.
Um dos assuntos favoritos para posts é exatamente o testemunho das experiências de seus autores como consumidores e a forma como são atendidos. Este é um tema que vai aparecer nos posts de 82% dos blogs, em 34% deles com freqüência.
Daí a preocupação das marcas, também expressa na pesquisa, e a conseqüente busca de aproximação com esse público. Segundo o Technorati, um terço dos blogueiros já foi sondado por marcas, para que se tornasse advogado delas. A maioria dos blogueiros, de acordo com o estudo, já conta com publicidade em suas páginas, embora com renda média pequena (cerca de US$ 2 mil por ano).Desafio éticoDaí poderá nascer um embate no campo da ética.
Até onde as marcas poderão influenciar no conteúdo editorial de um blog? Como os blogueiros saberão, ou quererão, separar o conteúdo editorial do conteúdo eminentemente comercial?
Jornalismo e propaganda, na sua relação nem sempre amistosa, precisarão achar espaços próprios nos blogs. Ou, pelo menos, naqueles interessados em preservar a credibilidade, acima de tudo.Uma das formas de lidar com o problema, muito mais antigo que a Internet, é o amadurecimento de nossa relação com qualquer fonte informativa.
O norte-americano Dan Gillmor, um dos principais analistas do jornalismo em tempos digitais e colaborativos, autor do já clássico We The Media indica um caminho, em seu depoimento ao Technorati: "Os melhores blogs são tão dignos de confiança quanto qualquer mídia tradicional, se não mais. Os piores, freqüentemente oferecendo comentário que desafia os fatos, são repreensíveis e irresponsáveis. Mas o público está aprendendo, talvez muito lentamente, que a mídia moderna exige uma abordagem mais ativa. Precisamos ser mais céticos de tudo, mas não igualmente céticos de tudo. Precisamos usar o bom senso para obter mais informação – e sair de nossas zonas de conforto pessoais".
O relatório Estado da Blogosfera 2008, divulgado de 22 a 26 de setembro, indicou, também, que, desde 2002, o número de blogs que integram o sistema de buscas do Technorati é de 133 milhões. Desses, apenas 7,4 milhões fizeram algum tipo de atualização nos últimos quatro meses e 1,5 milhão, na última semana. São, segundo a pesquisa, cerca de 1 milhão de novos posts no mundo, todos os dias."

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Matéria do Saude.com



Uma verdadeira pesquisa sobre consumo





Hilaine fala com o saúde.com.br sobre a experiência a partir do Projeto de Imersão Social, as lições aprendidas e que resultados conseguiu, com essa grande aventura antropológica.

Saúde: Nos conte um pouco sobre a sua pesquisa. Quais os principais objetivos e por que realizar uma análise tão profunda sobre os habitos de consumo desse público específico?

Hilaine: A pesquisa foi concebida durante o processo seletivo para participar de um projeto da área comercial da empresa concessionária de energia elétrica. Durante a conversa, quando o diretor explicava o que esperava de mim, apontei que o ideal seria a realização de uma investigação mais profunda, conhecer o cliente de uma forma integral seria vital, no caso, fora do horário comercial. Além disso, como uma das questões se tratava de uma questão delicada, sobre furto/desvio de energia elétrica mais conhecido por “gato”, seria importante que alguém imparcial percebesse como esse tema era visto e tratado na comunidade. Na realidade era de interesse da empresa tentar entender o que justifica, e o que levava o cliente a fazer o gato, entre outros fatores envolvidos.As abordagens quantitativas se mostram insuficientes no tratamento de situações em que se procura por dados subjetivos, o que é comum ocorrer quando se trata da opinião bem como na formação sócio-cultural de um determinado grupo social.Assim, a partir da necessidade de se conhecer mais o cliente - uma vez que estar na comunidade em horário comercial passou a não ser suficiente para perceber como esse morador vive e se relaciona – foi desenvolvido em março de 2007 o Projeto de Imersão Social que consistiu em uma pesquisa qualitativa onde a etnografia através da observação participante foi uma das formas encontradas que permitiria buscar na própria vivência com os consumidores os dados necessários para se compreender suas ações, seus hábitos, a forma como pensam e seus valores morais e éticos.
Saúde: Por que o as empresas estão está tão preocupado em entender e atingir o público de baixa renda?Hilaine: Nesse caso, estamos lidando com um bem que se entende por necessário, a energia elétrica, e mais ainda, estamos lidando com um sistema muito próprio onde o desvio de energia elétrica é comum e por muito tempo foi culturalmente aceito. A idéia de que se desviava energia do Estado, no caso a antiga CERJ, dava propriedade a quem o fizesse e era comum, principalmente nos bairros mais pobres, rouba-se do Estado e tudo bem por isso. A noção de que se suja a rua pois a rua não é de ninguém, a energia elétrica também não é de ninguém, é algo que vem do fio, da rede e está ali para quem quiser, como o ar, como o mar...esse pensamento é um fator que contribui para a perpetuação dessa lógica, criou-se uma prática que hoje custa a ser desfeita. No caso da empresa em questão, houve uma tentativa de entender essa lógica, de tentar prestar atenção nos valores morais e éticos que norteiam seu cliente. O que ele valoriza? O que para ele é certo e errado? E ao descobrir, desenhar ações que interrompam a prática ilegal.O grande público cliente da concessionária e onde está o problema é nas áreas mais pobres da cidade, onde está o público de baixa renda, por isso, o projeto foi implementado dentro desse perfil.
Saúde: Como os dados coletados afetam a percepção do mercado? Que tipo de informação pode ser atingida através de uma pesquisa de campo?

Hilaine: Os dados são coletados informalmente, as pessoas vêem o pesquisador como um consumidor/ morador comum, o que faz com que os pesquisados se sintam a vontade para falar o que realmente pensam, o que muito diferente quando ele responde um questionário, o que eu consumo é muito diferente do que eu digo que consumo, ou o que eu gostaria de consumir. Quando fazemos um trabalho de campo, estamos percebendo tudo que está relacionado ao nosso objeto, as falas, os gestos, os discursos prontos, pode-se ir além a uma resposta pronta. Assim, nas conversas informais, coleta-se uma série de dados relevantes que foram percebidos no processo da construção da etnografia, que não é uma simples descrição profunda, que comumente realizada por pesquisadores que não são antropólogos de fato, uma descrição densa não é uma pesquisa etnográfica. A pesquisa etnográfica entre outros fatores faz com o que o pesquisador pense como o seu pesquisado, entenda a sua forma de pensar, agir, ser. Ele faz um desenho acerca da identidade daquele grupo social, suas crenças, sua moral, sua ética, seus gostos, sua religiosidade, etc. Quando se fala em consumo tudo está envolvido, o que faz com que o consumidor abra a sua carteira e decida em pagar por um serviço ou produto é a grande questão.

Saúde: Qual a ligação do dia-a-dia das pessoas com o seu consumo de energia elétrica? Existem paralelos entre as nossas ações cotidianas e como nós consumimos determinados produtos?

Hilaine: Muitos clientes não vêem o consumo de energia elétrica como um serviço. Após o plano real, e a grande profusão de compra de bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos e as facilidades que algumas lojas dão em parcelamento de compras, a população mais pobre passou a consumir muito. São refrigeradores, ar refrigerados, TV de 29 polegadas, microondas, home theather e por ai vai... todos ligados de uma só vez, em barracos que não tem um acabamento sequer, em ruas com lamas e sem luz elétrica pública. Ou seja, o consumidor da classe C, D, E, está consumindo como nunca, mas não vê que esse conforto gera custos alem da prestação do carnê da loja. Quanto mais eletrodoméstico, mais conforto, porém maior é o consumo de energia e portanto maior a conta de energia elétrica.Assim, percebi que para esse público em questão o valor da posse do produto é um elemento extremamente importante. Ele precisa consumir, comprar para ter, para se incluir socialmente. Ele compra para ter algo a mais, e não é só status, ele compra para se sentir incluído, se sentir um individuo na sociedade moderna.Ele poderia gastar o mesmo valor da parcela levando a família ao cinema, ou fazendo uma viagem nas férias. Mas esse tipo de entretenimento não é um bem palpável, ele não toca, a viagem se esquece, o filme também, é mais vantajoso para ele comprar o aparelho de DVD e ficar em casa assistindo os mais variados filmes que ele aluga na locadora, ou que ele pode adquirir o DVD pirata.O que percebi é o que para a classe média é algo comum, para as classes baixas é luxo. Ter conforto significa ter bens de consumo em casa. Ficar em casa é, nos finais de semana, um valor, pois sair de casa significa ter custos “com nada”, passagem de ônibus, comer fora, cinema, teatro, não estão dentro dos sonhos de consumo dessas classes.Daí a gente percebe, se eu fosse perguntar a um chefe de família se ele gostaria de viajar com a família ele diria que sim, mas ele não se esforça para fazer isso, não é algo que ele investe. Mas pagar a parcela do carro, pagar a parcela das lojas de eletrodomésticos ele aceita e faz.O que faz com o que o meu cliente pague por determinado tipo de produto e/ou serviço é a grande charada.No caso da empresa concessionária de energia elétrica, o grande problema enfrentado era que os seus clientes estavam em dia com o carnê das lojas de eletrodomésticos, como as Casas Bahia, e também com a Telemar. Pois comprar os produtos e não sujar o nome do SPC ou Serasa era importante para continuar comprando, e como o público do projeto era de maioria nordestina, falar com os familiares e ter uma forma de comunicação era importante. A Telemar criou um plano com taxa mínima para atender esse público, o que a meu ver foi muito inteligente.

Saúde: Que benefícios uma pesquisa de campo como a sua podem trazer para uma empresa?

Hilaine: A pesquisa de campo faz com que você faça uma verdadeira imersão dentro daquele campo, dá para fazer trabalho de campo em todo lugar, seja num supermercado para perceber como os clientes olham e tocam num determinado produto em alguma prateleira, ou por exemplo dentro de um salão de beleza para perceber como os clientes reagem quando usam a tintura X, ou dentro de um restaurante, ou bar, ou dentro de um bairro, como foi o meu caso.Saber o que o cliente necessita e pensa acerca de um determinado produto ou serviço é o sonho de toda empresa. Poder adequar seus produtos e serviços a esse cliente é o desejo de uma empresa que está preocupada com algumas questões, seja melhora do seu produto, ou imagem, ou seja no desenvolvimento de serviços, etc...A possibilidade de estar inserido em uma comunidade, como um morador comum, fazendo parte do seu dia a dia, tendo a possibilidade de mapear seus valores, comportamentos, impressões e hábitos, assim como diagnosticar dificuldades e ainda poder avaliar como os serviços e os produtos de uma empresa são recebidos é uma possibilidade ímpar, e para isso a utilização de uma metodologia da pesquisa social, atrelada a Antropologia Cultural é um diferencial onde dá oportunidade ao pesquisador se misturar à comunidade que está sendo estudada, construindo relações sociais cotidianamente para que de forma natural, tente entender como pensam os moradores da comunidade em questão, permitindo assim colher e interpretar as informações que serão úteis para a empresa.Acredito que o pesquisador antropólogo pode captar essas informações, que muitas vezes são tênues, e junto a outros profissionais, seja de marketing, pesquisa e desenvolvimento, podem criar e avaliar processos de trabalho, assim como produtos, ou a inserção de uma determinada publicidade, enfim, pode-se entender e desenhar a rede que se forma tendo o objetivo da empresa previamente elaborado como foco principal.

Saúde: Como foi realizar essa pesquisa em campo? Você teve uma experiência única de viver em um ambiente que não lhe é comum, quase uma aventura antropológica. Como foi ter a vida de uma outra pessoa?

Hilaine: Não é bem assim, eu não tive a vida de uma outra pessoa, eu tive a minha vida dentro de outro universo. É como se eu me mudasse e fosse fazer minhas relações sociais, so que estas estavam focalizadas para um determinado propósito.E realmente, um trabalho de campo sempre é uma aventura antropológica. Mas eu não inventei essa pesquisa e muito menos esse processo, antes de mim, vários antropólogos desenvolveram suas pesquisas, desde os tempos mais remotos, a cultura material, ou seja, o estudo dos objetos é um elemento comum na antropologia, tentar entender um grupo a partir do que ele consome ou usa os objetos é uma constante desde os tempos mais remotos das ciências, seja antropologia ou arqueologia. A diferença é que hoje desenvolvemos um estudo do tempo presente, com outras finalidades que foram adaptadas para o mundo empresarial.Esse tipo de pesquisa possibilita ter acesso a dados que o grupo ou comunidade considera ser de domínio privado e isto envolve presença física e compartilhamento de experiência de vida, mas também no ingresso do seu mundo simbólico e social, aprendendo suas convenções sociais e hábitos, seu uso de linguagem e comunicação não-verbal.Pesquisas como essa, com esse porte, onde muitos recursos estavam envolvidos, além de tempo, precisam ser pensadas e desenhadas com calma, pois não dá para se voltar no tempo, portanto, houve uma preparação para a entrada no campo, que vai desde a escolha da casa onde morei, a compra de roupas de acordo com a moda local, localização de serviços de saúde e comércio, etc. Alem de procurar possíveis informantes-chave no local.

Saúde: Que habitos da comunidade lhe foram peculiares? Existe muita diferença de costumes entre classes sociais?

Hilaine: Alguns hábitos são peculiares sempre, todo grupo social tem a sua especificidade. Quando pensamos em determinados grupos somos cheios de pré-noções, de pré-conceitos que foram construídos ao longo da nossa trajetória de vida, alguns foram passados para nós, pela família, amigos, colegas, outros construímos baseados nos nossos valores sociais. Todas as vezes que saímos do nosso campo de atuação para algo novo alguns desses valores entram em choque, pois as vezes só os percebemos a partir da distinção, da diferença. Os gostos também funcionam para distinguir, pode-se comprar um objeto, mas a forma como se usa, o jeito ou maneira de utilizar o objeto nos diz muito acerca de quem o comprou.Era interessante ver a moda na rua, ou a forma como os carros eram tratados, envenenados, os tipos de música e lugares onde as pessoas se divertiam também faziam parte desse contexto.Mas sempre deve-se tomar cuidado com o exotismo, ou seja, por ser diferente de mim, eu colocar num lugar de exótico, engraçado ou estranho. As percepções devem estar desprovidas de qualquer julgamento de valor, o pesquisador deve tomar cuidado com seus próprios gostos e valores para não ser subjetivo na análise.

Saúde: Você se surpreendeu de alguma forma com os dados que coletou? Você descobriu algo sobre esse público que foi inesperado?

Hilaine: Quase tudo foi inesperado pois entrei em contato com um público totalmente desconhecido que não teve registro nenhum realizado por nenhum pesquisador.É diferente quando se vai estudar um tribo indígena e antes de ir a campo, Le-se tudo que foi publicado sobre o grupo, ou estuda-se a metodologia utilizada por outro antropólogo, enfim, a teoria trabalha para auxiliar o pesquisador na sua inserção ao campo. No meu caso, eu não conhecia trabalho nenhum parecido, tive que aprender e utilizar outras metodologias fazendo adaptações. Dessa forma, conforme os dados coletados em campo chegavam eu ia reformulando as ações.

Saúde: Como essa experiência lhe influenciou? Seus habitos foram modificados de alguma forma?

Hilaine: A experiência me fez descobrir na antropologia do consumo aliada ao marketing uma possibilidade de atuação profissional. Hoje faço mestrado em antropologia e estudo pesquisa de tendências de consumo na Universidade Federal Fluminense, e espero fazer um MBA em Marketing ano que vem, estou investindo nessa área de atuação pois acredito que meu olhar antropológico possa ser de grande valia para os mais variados projetos.Vejo que muitos colegas pesquisadores têm potencial e preparo para desenvolver pesquisas na área de consumo ou de tendências, mas estão envolvidos na academia e desejam desenvolver projetos próprios. Eu remo contra a maré, tenho um dialogo muito aberto com o mundo empresarial, e pretendo estreitar relações de trabalho no futuro.
Saúde: Pelo que você pode perceber, o público de renda mais baixa se preocupa com questões como alimentação e saúde?Hilaine: O que pude perceber dentro desse público é que existem muitos lugares que vendem lanches rápidos como hambúrgueres e cachorro-quente, as pessoas consomem diariamente, principalmente a noite antes de chegarem em casa. Não há lugar para lazer, portanto não via as pessoas fazendo exercícios como caminhadas ou corridas. Mas havia algumas academias de ginástica, muito simples, que tinham a musculação como principal atividade. O culto ao corpo é presente e nas conversas as mulheres se mostraram mais preocupadas com isso, pois curtem usar roupas mais sensuais e apertadas. As musicas tocadas valorizam as mulheres reconhecidamente gostosas, e na área pesquisada tem 5 x mais salões de beleza e academias de ginástica do que numero de farmácias ou mercados.
Matéria originalmente publicada em http://www.saude.com.br/

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

SEMANA DE ADMINISTRAÇAO UGF

Nesta quinta-feira, dia 06 de novembro, eu estarei apresentando um trabalho acerca da etnografia aplicada à pesquisa de hábitos de consumo durante a Semana de Administração da UGF.

A palestra será dada na Unidade da Universidade da Gama Filho, no shopping Downtown às 19h.

Mais informações, acessem http://www.ugf.br/?q=node/121




SEMANA DE ADMINISTRAÇÃO


27/10

noite: “Lean 6 Sigma” – Caso Xerox do Brasil – Jorge Brazil (Blackbelt)
29/10

noite: “Aprenda a Ganhar Dinheiro no Mercado Financeiro” - Prof. Marcelo Pinto – Auditor do Mercado Financeiro / Banco do Brasil

04/11

manhã: “Empreendedorismo de Base Tecnológica” – Caso Ntime – Rafael Duton -Empresário e Empreendedor Endeavor

noite: “Transforme a Crise em Oportunidade” – XP Investimentos

28/10

noite: “O RH Empreendedor” Profa. Juçara Cerqueira – Diretora de RH
30/10

noite: Gerência de Projetos. Caso: Programa Qualidade Rio – Profa. Margarida Lima


06/11

manhã: A Ferramenta Estratégica do BSC - Balanced Scorecard – Prof. Paulo Peloso

noite: “A Pesquisa Mercadológia e a Etnografia” - Hilaine Yaccoub / Pesquisadora e Antropóloga – Projeto AMPLA

31/10

manhã: “Do Plano ao Negócio” – Daniele dos Santos Martins – Graduada em Administração pela UGF e franqueada do Café Hum



Horário das Palestras:

Turno da Manhã (8h às 12h)
Turno da Noite (19h às 22h)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Retrato Carioca

Consumidor do Rio é exigente e informado

O Globo

RIO - Estudo encomendado à FGV Opinião pelos jornais O GLOBO e Extra mostra que o carioca, o segundo maior mercado consumidor do país, é exigente e informado na hora de ir às compras.

De acordo com o estudo, intitulado ''Retrato Carioca - o perfil comportamental do consumidor carioca'', o preço é importante, mas a maioria dos cariocas paga mais para comprar produtos saudáveis: 31% consomem produtos light e 62% procuram adotar produtos bio (orgânicos) na sua alimentação.

No caso da informação, 72% gostam de estar bem informados sobre as notícias em geral, porque isso é uma questão de inserção social e de status para o carioca.

Foram feitas 400 entrevistas para traçar o comportamento de consumo do carioca, que vive numa cidade onde predominam as pessoas de 20 a 34 anos (28%) e o grupo etário de 35 anos a 49 anos (27%). Os públicos masculino e feminino vivem em razoável equilíbrio, já que 47,5% da população são homens e 52,5%, mulheres. O consumidor carioca se considera alegre (67%), sociável (66%), informal (44%) e aventureiro (30%).

As conclusões do estudo serão apresentadas na próxima quarta-feira, às 9h30m, no auditório do Globo, com a participação de Simone Terra, presidente do Comitê de Promoção, Trade e Varejo da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e especializada em comportamento de compra e varejo no Group Geoges Chetochine, na França, e do publicitário Cyd Alvarez.

O debate vai contar ainda com a participação de jornalistas do Globo, como o colunista Ancelmo Gois; a editora do Caderno Ela, Ana Cristina Reis; e a editora de Economia, Cristina Alves.

O leitores podem participar do debate, mas como as vagas são limitadas é necessário se inscrever através do "retrato.carioca@infoglobo.com.br" até o meio-dia de amanhã.

A presença será confirmada por uma mensagem eletrônica.

Leia a reportagem completa no Globo Digital (somente para assinantes)

Fonte: Jornal Extra
Publicada em 02/11/2008 às 23:59